Do campo ao cimento: como a biomassa ajuda a reduzir a pegada de carbono da construção civil no Brasil
Coprocessamento de resíduos oferece substituições aos combustíveis fósseis e evita a emissão de ton.de CO² na atmosfera diariamente
São Paulo, 27 de novembro de 2025 – Para unir crescimento, competitividade e sustentabilidade, a indústria do cimento tem investido em soluções inovadoras. Uma delas é o coprocessamento, tecnologia que substitui combustíveis fósseis tradicionais e matérias-primas não renováveis, como carvão mineral e coque de petróleo, por resíduos industriais, urbanos, pneus usados e biomassas como a casca de arroz, que vem sendo cada vez mais utilizada – principalmente no sul do país, grande região produtora do cereal.
O coprocessamento com casca de arroz na fábrica da InterCement Brasil em Candiota (RS), por exemplo, representa, hoje, um terço da matriz energética da unidade. “Essa biomassa nos ajudou a reduzir em 40% as emissões de gases comparado com o uso de combustível fóssil”, destaca Cristiano Ferreira, gerente de Coprocessamento da empresa. Outras biomassas bastante utilizadas para a produção de energia limpa em diversas unidades da InterCement Brasil são cavaco de madeira, pó de serra, casca de palmito, caule de banana, além de produtos de extração de oleaginosos (babaçu, licuri, etc).
Biomassa de casca de arroz
As fábricas da companhia coprocessam aproximadamente 300 toneladas de biomassas diariamente, evitando a emissão de cerca de 100 mil toneladas de CO₂ ao ano. Em uma comparação prática, essa quantidade equivale à retirada de 11 mil automóveis poluentes das ruas. Pioneira nessa prática desde os anos 1990, a empresa fez do coprocessamento um dos pilares estratégicos de sua operação, e os resíduos utilizados variam conforme a região da fábrica.
Biomassa de maravalha de madeira
Do campo ao cimento, o processo ocorre da seguinte maneira: após serem geradas, em sua maioria, em processos agrícolas, durante o beneficiamento da matéria-prima ou na colheita, as biomassas são coletadas e transportadas para a fábrica de cimento. Ali, esse material, que pode ser coprocessado juntamente com outros resíduos, é adicionado aos fornos cujas temperaturas atingem até 1.500∘𝐶. Essa queima em altas temperaturas gera o calor necessário para o processo de produção do cimento. “Transforma-se assim um resíduo que seria descartado em um recurso valioso, promovendo a economia circular”, ressalta Cristiano Ferreira.
Impacto social
Além dos benefícios ambientais e de economia, o coprocessamento gera impacto positivo nas comunidades próximas, promovendo incremento de renda, fortalecendo vínculos, fomentando o desenvolvimento local e ampliando o alcance da sustentabilidade. Projetos sociais associados ao uso de biomassas, por exemplo, têm conectado cooperativas, produtores e extrativistas de frutos nativos de cada região, que passam a fornecer resíduos orgânicos para uso nos fornos de cimento como fonte de energia térmica.
Ainda de acordo com o gerente de Coprocessamento da InterCement Brasil, Cristiano Ferreira, mais do que uma alternativa tecnológica, a prática já faz parte da cultura da empresa e aponta para o futuro do setor cimenteiro. “Ao transformar resíduos em energia e reduzir significativamente as emissões, reforçamos nosso compromisso com a descarbonização e com um modelo de produção mais eficiente e sustentável”, conclui.
Sobre a InterCement Brasil
A InterCement Brasil é uma das líderes na produção de cimento no país e referência no uso de combustíveis alternativos, contribuindo para a redução de emissões e o avanço da sustentabilidade ambiental. Com mais de cinco décadas de história, a empresa conta hoje com 14 unidades industriais, 10 delas ativas na produção de cimento, que distribuem para todas as regiões do Brasil. Por meio das marcas Cauê, Goiás e Zebu, atende clientes de diversos segmentos, do pequeno varejo a grandes obras. Com atuação segura e responsável, a InterCement Brasil também promove o desenvolvimento das comunidades onde está presente por meio de iniciativas sociais e de impacto positivo.
Atendimento à Imprensa – Agência Fato Relevante
Lucíola Correa – 62 9 8135-1670
Mylene Abud – 11 9 9595.3213
Marcelo Mendonça 11 9 9162-7643